FELIZ DIA DAS
MULHERES!
As Mulheres são muito importantes para
existência e desenvolvimento da humanidade, por isso devemos enaltecê-las
conforme a imensurável dignidade delas.
Elas vivem sem nós; nós não vivemos
sem elas!
Mulheres e Homens são metades que se
complementam nas respectivas diferenças, portanto a união no mesmo sentido é
primordial para estabelecer igualdades não somente formais em uma sociedade em
que iguais são tratados de forma desigual.
A luta por igualdade não se restringe
à questão de sexo, de escolhas e de oportunidades, e sim de educação de base
para que todos sem distinção de gênero possam conviver em harmonia, assim cada
um respeitando as respectivas limitações e qualidades inerentes sem criar lutas
unilaterais, por conseguinte, extirpar as discriminações culturais que existem
há milhares de anos e que não levam a nenhum avanço positivo na assimilação
cultural de que não podem haver desigualdades de nenhuma espécie.
Profissionalmente já orientei, apoiei,
atuei profissionalmente de forma gratuita, incentivei a mulheres em situação de
violência doméstica a mudar de linha em razão do estado deplorável em que se
encontravam.
Até fui considerado machista por
respeitar a escolha delas de voltarem com os respectivos agressores, assim me
desligar dos casos por não concordar.
Todavia, no momento em que fui
ameaçado de morte pelos agressores por ser firme profissionalmente, não fui
machista; no momento em que auxiliei mulheres agredidas covardemente por um
machão de cozinha, não fui machista; no momento de auxiliar financeira e
profissionalmente para tomar as providências legais, não fui machista; no
momento em que constatei que o sistema trata a questão de qualquer jeito e que
medida protetiva não resolve praticamente nada, sem apoio especializado, não
fui machista; no momento em que me disponibilizei profissionalmente praticamente 24 horas, não
fui machista; no momento em que a cliente segura e com respaldo jurídico opta
por voltar com o agressor por escolha própria, não fui machista!
E assim vai ...
O sistema não acolhe adequadamente
mulheres em estado de fragilidade e, muitas vezes, a mulher recorre a alguém
especificamente por confiar, assim abrir o referido contexto! Não procura a
autoridade competente, porque conhece o caos das instituições competentes, a
demora, a ausência de apoio especializado para enfrentar a questão, o estigma
social de enfrentar situação de violência, como se houvesse contribuído para
tanto, desse modo se torna, muitas vezes, refém do medo e da relação abusiva,
visto que tudo colabora para isso.
Mesmo não sendo psicólogo, ONG,
estado, político-partidário, prefeitura, dentro das minhas limitações não posso
desrespeitar a escolha pessoal, restando apenas me desligar profissionalmente,
assim não compactuar com aquilo que abomino. E isso não é machismo!
Se a pessoa já vive relação
conturbada, qual o sentido de após retomar a relação, o advogado comunicar à
polícia, ao conselho tutelar por colocar em risco os filhos, ao papa para rezar
para que não aconteça o pior?
Ninguém consegue ajudar quem não se ajuda
e quem não pede ajuda!
Encerro com o seguinte pensamento:
A Mulher é a fonte da vida, o Homem a
origem, ambos unidos são capazes de transmitir a importância de cada um na
humanidade sem criar discriminações e complexos de superioridade e de inferioridade,
uma vez que, se o sistema aliena, em contrapartida, o grupo familiar é a base
da mudança de mentalidade e cultural que precisamos.
E que assim seja ...
Edvaldo Catarino da Silva
OAB/PR 78568
Fone; 41-999745349.
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