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terça-feira, 27 de setembro de 2022

A importância da Função Paterna, e a importância do Judiciário para pacificar os atritos entre os Genitores.

O genitor exercer a função paterna é muito importante para o desenvolvimento dos filhos após o divórcio, pois independente das motivações do término da relação com a genitora, os pais são referenciais emocionais, psicológicos e sociais para os filhos, e estes irão armazenar e carregar tais referenciais para estabelecer interações sociais e, por conseguinte, futuros papéis paternos e maternos.

O distanciamento paterno decorrente do conflito intermitente entre os genitores ocasiona sequelas emocionais às crianças e aos adolescentes, os quais se sentem rejeitados, desenvolvendo complexos psicológicos e sociais, assim interferindo diretamente no desenvolvimento saudável dos filhos.

Por isso, quando o conflito entre os genitores supera o melhor interesse das crianças e dos adolescentes, a via judicial é a melhor forma de romper qualquer resquício de conflito e distanciamento do convívio paterno, possibilitando, desse modo, o vínculo paterno estabelecido judicialmente e, na iminência de alienação por parte de um dos genitores, tomar as providências devidas para cessá-las.

Na prática jurídica, presencio a projeção de conflitos pessoais entre os genitores nos filhos, e isso respinga diretamente nos menores, sobretudo, quando não há regulamentação de Visitas, Guarda e Alimentos.

Geralmente, o genitor aguarda a genitora tomar as providências judiciais, porém isso não é a regra, uma vez que o pai pode tomar qualquer providência judicial anteriormente e, em alguns casos, é até melhor para fazer valer o melhor interesse do (a) menor.

 

Edvaldo Catarino da Silva

OAB/PR 78.568

41-99974-5349.

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