Reflexão de Fim de Ano!
A grande maioria das pessoas vive mal por medo de se realizar além daquilo que a sociedade impõe e classifica como perfeito e linear, descartando o que realmente importa por não agregar nenhuma vantagem social e material.
Todavia, as incoerências dos valores sociais estabelecidos com as ausências de maturidade para lidar com eles geram alguns questionamentos:
Dinheiro não compra amizade verdadeira e pessoas que se importam com você sem obter vantagem;
Status não simboliza humildade e compartilhamento de experiência e de conhecimento;
Aparência não reflete empatia, altruísmo e amor ao próximo;
Ostentação não reflete paz;
Títulos Acadêmicos, muitas vezes, não materializam inteligência pessoal e emocional.
Por que as pessoas focam tanto no ter e nas realizações sociais, ao invés de buscarem no autoconhecimento formas de se realizar tanto pessoal quanto socialmente?!
Pergunta difícil ...
A potencialidade de se realizar socialmente não significa superioridade perante os demais, pois vivenciamos muitas incoerências diante daqueles que obtém o "Ter", mas são completamente vazios no campo do "Ser".
A competição constante na corrida desenfreada para massagear egos que nunca serão inflados.
Expectativas de filmes e de séries que apenas refletem a ideologia do mundo capitalista que prega "O Ter", "O Aparentar Ter", "O Dever Ser", como padrões perfeitos de se realizar socialmente, sem considerar o contexto e a trajetória de cada um, visto que a vida não é roteiro de novela em que se molda conforme a vontade do Autor.
Não há roteiro linear e ideal no mundo real iguais às séries e às expectativas capitalistas de mundo, cada um possui uma história e rotas de superações individuais e sociais, não importando a velocidade, mas o destino que percorre.
Nesse sentido, há outros modos de se viver, ou melhor, tentar entender a curta e frágil existência sem se basear em valores sociais que, muitas vezes, mais alienam do que agregam positividade, em virtude de não haver a distinção de realização social e de desenvolvimento das próprias faculdades pessoais.
O ser humano nasce sem status, sem título e sem bens materiais; também, parte deste mundo sem eles.
Sócrates, há milênios, concluiu que a chave da existência é conhecer a si mesmo para conhecer o que nos circunda, sem nos basearmos em preconceitos, tomando sombras como realidade.
Portanto, como canta a música, viver e não ter a vergonha de ser feliz ...
Porém, buscar viver plenamente, não tão somente sobreviver conforme determina a "Cartilha", pois o sentido do mundo quem constrói é Você!
Edvaldo Catarino da Silva
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